O EFEITO CIRCULAR
- Nohbre Cabreira
- 9 de jan. de 2020
- 3 min de leitura

FORÇAS DE ATRAÇÃO
Tudo gira, tem formas arredondadas, tem um núcleo, está em expansão. A Terra, assim como os astros descrevem movimentos circulatórios, vão e voltam ao mesmo ponto, o movimento é permanente no Universo e para girar usa energia. Curioso como gasta menos energia em movimentos circulares do que nos retilíneos. O campo magnético que faz girar, também produz campo magnético ao girar, o sistema é realimentado. Percorrer a distância entre dois pontos através de uma curva despende menos energia do que através de uma reta. As forças naturais tendem ao equilíbrio, os dois lados têm a mesma intensidade. Mas, precisamos caminhar e, para caminhar, temos que olhar as possibilidades em 360º, não só em um único ponto. As pessoas se organizam em grupos com tendências a serem cada vez mais restritos, por isso a cada dia tem mais segmentos.
SOBRA ELEITOR, FALTA PROPOSTA
Atrair eleitores parte do mesmo princípio de sermos atraímos por alguma oferta. Tem que nos agradar e chamar nossa atenção. Como uma roupa que compramos por impulso, e não usamos com frequência, enquanto que outras ficam gastas mais cedo. Atrair tem seus caprichos, não basta querer. Não obedece uma lógica racional, é pura emoção. Mesmo quem recebe favores faz parte dessa conquista pela emoção. O que não resolve os problemas da maioria fica muito caro e emociona por pouco tempo. Para resolver precisa usar a força que vem das ruas, dos eleitores. Assim usamos a energia do magnetismo pessoal a favor do candidato que oferece uma proposta coerente. Pela ótica dos eleitores são apresentados caminhos que lhes são familiar e do dia a dia, assim aceitam com maior facilidade. Pensam que a proposta foi por influência da opinião deles.
A CULPA
Colocar a culpa uns nos outros é uma tendência da sociedade. União pouco se vê no eleitorado, são grupos cada vez mais restritos, muitas pessoas estão preferindo ter razão do que ser uma pessoa realizada. Tendem a ser teimosos. São indolentes e falam por si só, o que dificulta a união é o excesso de preconceito. Precisamos escolher quem nos serve com o consentimento deles. Pressionar é caro. Mais barato e eficaz é avaliar a opinião pessoal daqueles que nos cercam e nossa própria opinião e comparar com a opinião popular, verificar se o saldo é positivo. Quem nos interessa tem que ser convidado a vir e, para vir tem que ter um atrativo que soa familiar. Nada é por acaso, pode até parecer que é, mas não é. As nossas escolhas atendem aos interesses de grupos específicos. O que foi no passado não vai voltar mais, infelizmente. Então, saia da inércia e use o movimento a seu favor conhecendo a quem quer atingir, sem emoção, com a frieza do marketing político.
A FORÇA DO VOTO FAVORÁVEL
Fortalecer o núcleo de apoio não quer dizer favorecer os “chegados”. Tem que valorizar aqueles que estão ao redor com critérios. Eles vão aumentar o campo de atuação para novos horizontes? Certamente. Cuidado com a linha tênue entre sugestão e “pitaco”! Preste atenção ao seu redor naqueles que dizem atrair eleitores. A força que vem das ruas pode falar ao contrário do que eles estão dizendo, talvez a opinião popular esteja dizendo coisas bem mais fáceis de fazer. Essa é a força que precisa ser vista com clareza para ser conquistada, essa é a força magnética que pode impulsionar as massas com energia. Direcionar o que vem da opinião popular. Os favoráveis, os Indecisos e os Contra. Assim é possível canalizar essa força para os interesses políticos, dando aquilo que as massas dizem querer. Os indecisos serão induzidos pelos favoráveis a surfar nessa onda, nessa energia, nesse movimento. Os contra deixa para oposição. Contra é do contra!



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